Tematicas


Ser Médium, Ser Canal


"Deus não chama os capazes.
Deus capacita aqueles que chama quando eles o permitem.”

Muitos não sabem que a palavra “médico” tem origem etimológica na palavra “médium”. Médium significa aquele que está no meio, entre Deus e o homem. A mediunidade não é então um fenómeno sobrenatural ou mágico mas sim o uso natural de uma ferramenta que todos temos disponível, em maior ou menor grau de desenvolvimento, que se chama intuição. O conhecimento científico avança na desmistificação da mediunidade mostrando que esta capacidade está associada à glândula pineal que não é mais que uma estrutura cerebral capaz de captar informações que estão para além desta dimensão. Essa investigação tem sido realizada de forma extensa pelo Professor Doutor Sérgio Filipe de Oliveira, psiquiatra e neurocientista na Universidade de São Paulo e director clínico do Instituto “Pineal Mind”.
Um médium serve de canal de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material e desta forma é imprescindível que apresente características de quem vive na Lei do Amor como a humildade, a honestidade, a fé, compaixão, a consciência, a responsabilidade, integridade e capacidade de perdão. No momento de ligação existe um desgaste elevado a nível energético onde são as próprias energias do médium que são utilizadas daí ser um dever a preparação, o prévio equilíbrio e certas regras essenciais antes e depois do trabalho. A mediunidade é uma grande oportunidade para vivermos em sintonia com os planos do Universo e conduzir o irmão necessitado à ascensão em conformidade com o seu plano de evolução.

 

 

Diagnóstico Intuitivo


Fecho os olhos e como um scanner, começo pela cabeça e termino nos dedos dos pés. À medida que "desço" e a minha atenção se foca em dada zona do corpo, detecto qualquer problema e partilho-o. Explico o que está por detrás dessa situação, qual o padrão psico-emocional da pessoa que leva ao desenvolvimento deste problema físico. Este novo sentir mudou a minha vida, mudou a vida das pessoas que consulto.

Um médico intuitivo é um conselheiro psíquico ou intuitivo que se especializa em perceber as informações a respeito do corpo humano. Pode ler energicamente o interior (órgãos, glândulas, sangue, etc) dos corpos e é capaz de explicar a conexão dessa energia a um padrão psico-emocional ou um evento que provoca a doença. Há já vários médicos intuitivos famosos noutros países mas destaco Edgar Cayce e Carolyn Myss. Edgar Cayce ficou conhecido como o "Profeta adormecido"! Cayce mostrou habilidade para diagnosticar e tratar pacientes que não estão na sua presença física e estão registados mais de 30 mil leituras durante a sua vida. Nessas leituras conseguiu comprovar sempre a correlação entre certos processos mentais e doenças físicas. Caroline Myss é considerada uma notável médica intuitiva dos tempos modernos na América. Formou-se em jornalismo e mestrou-se em teologia mas o aparecimento do "dom" aos 30 anos de idade (1982) fê-la trabalhar como médica intuitiva. Hoje em dia é conferencista internacional. Especializou-se a auxiliar pessoas a compreender as causas emocionais, psicológicas e físicas pelas quais os seus corpos contraem doenças. Está associada ao Dr. Norman Shealy, o médico neurocirurgião fundador da American Holistic Medical Association, escrevendo em conjunto o livro " The creation of health: the emotional, psychological and spiritual responses that promote health and healing”. Partilhou que o início de qualquer "mestre intuitivo" foi difícil pois o tema teve de fertilizar em solo seco. Estas aptidões sagradas podiam levá-los a uma vida duramente julgada por cépticos contudo a missão é sempre mais forte e todos eles foram, e são, seres plenamente realizados com o seu trabalho que marcaram a diferença na vida de milhares de pessoas, ajudando-as efectivamente. Como Carolyn Myss partilhou num dos programas da Oprah "O mundo médico convencional está no limiar do reconhecimento da ligação entre a disfunção energética ou espiritual e a própria doença. Os médicos intuitivos acabarão por se tornar membros essenciais das equipas de cuidados de saúde, tanto na América como em todo mundo." O diagnóstico intuitivo pode assim andar de mãos dadas com diagnóstico médico convencional pois constitui-se como um real foco de direccionamento para a medicina convencional.

 

Relacionamentos


Viver é relacionar-se e o relacionamento entre homem e mulher é o mais rico em possibilidades de desenvolvimento espiritual. Esse relacionamento representa para o ser humano o maior dos desafios, porque o contacto com o outro coloca-nos em contacto com a nossa sombra, e uma vez reconhecida, pode ser aceite, compreendida e transmutada. A pessoa que se deve responsabilizar pela mudança para a melhoria do relacionamento deve ser aquele que for mais consciente espiritualmente, uma vez que pode ver mais claramente os aspectos que causam a desarmonia entre as partes. O objectivo da interacção entre as pessoas é justamente estabelecer um contacto íntimo com o nosso interior e concluir a lapidação interna a fim de que possa emergir um novo ser. Relacionar-se com intimidade é expor-se totalmente, é desnudar as nossas particularidades, algumas desconhecidas, é revelar toda a nossa ambiguidade emocional humana.

A óptica do outro é, geralmente e igualmente, muito analítica e crítica e por isso se torna intolerante já que na verdade também não se permite errar. Mas é justamente esse conflito que nos possibilita, se tomarmos consciência e formos verdadeiramente honestos e ousados, ganhar o impulso para a auto-transformação e assumir de vez a responsabilidade sobre nós mesmos.
Dois seres encontram-se porque há tarefas para realizar juntos, porque já empreenderam prévias jornadas em direcção à Luz e, neste instante, voltam a encontrar-se, porque fortalecidos, estarão aptos a ajudar outros seres a se encaminharem aos mesmos desafios.
Encontramo-nos no outro quando vemos nos seus olhos a janela da nossa alma e percebemos que o Todo está ali.
Essa descoberta sobre Deus imprime uma responsabilidade: temos a obrigação única e exclusiva de sermos felizes. É só isso que Ele quer de nós. É preciso compreender que se não identificarmos as mudanças que devem ser realizadas em nós, viveremos sempre em conflitos pessoais, manipulando a realidade ou culpando os outros pelas nossas insatisfações.
A troca de parceiros é muitas vezes uma mera ilusão pois não há um parceiro perfeito. O companheiro ideal é aquele que está ao nosso lado, que nos foi dado como dádiva para o nosso despertar. Se seguirmos a voz do coração e nunca desistirmos de ouvi-lo, então teremos grandes possibilidades de conhecer a estrada que nos leva à concretização dos nossos sonhos e nos percebermos inteiros nas nossas conquistas, independente de estarmos sozinhos ou acompanhados. Quando nos apaixonamos temos a sensação que o amor veio com a outra pessoa e se essa pessoa nos abandona ou trai é como se o amor nos tivesse abandonado. Mas, na verdade, o amor esteve sempre dentro de nós. Somente necessitamos do outro para que esse amor (que é nosso) seja expresso. E então co-atraío alguém para "ancorar" o nosso amor que precisa de ser constantemente experienciado e expandido. E depois da fase da paixão, as máscaras caem o que é fundamental para que exista o confronto e transmutação das sombras. É esta a magia do relacionamento! Para falar de relacionamentos não haveria linguagem melhor que a do Pequeno Príncipe:

- Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida... Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a sem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim... Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o princepezinho, a fim de se lembrar." (Saint Exupéry)